terça-feira, 22 de março de 2011
Objetivos e Metas. Vejam as diferenças:
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Eventos e Eventos
Eventos de lançamento de produtos, seminários ou festas de premiação são excelentes estratégias de marketing para aproximar os negócios de seu público-alvo e reforçar a marca da empresa. Mas, para que a iniciativa seja um sucesso é preciso preparo e organização. De acordo com a última pesquisa divulgada pela Franceschini Análise de Mercado, 270 mil eventos foram organizados por ano no país, 53% deles voltados para relacionamento externo, 26% para o público interno e 18% para a divulgação de metas e estratégias corporativas.
Os eventos realizados são os mais variados, como congressos, estandes em feiras, treinamentos, lançamento de produtos, convenções, viagens de incentivo, confraternizações, patrocínios e coletivas de imprensa, por exemplo. “Um dos principais erros é pensar que um evento é algo fácil de ser pensado e que pode ser feito por qualquer profissional”, afirma Maria José da Costa Oliveira, coordenadora do curso de comunicação e marketing da Veris Faculdades. “Em um evento o nome da empresa é exposto. Se ela falhar, terá uma imagem negativa”, completa.
Os organizadores do evento precisam também aliar o perfil do acontecimento com a personalidade dos envolvidos na cerimônia. “Convidar as pessoas certas é fundamental para que o pós-evento mostre que os resultados previstos com a festa foram alcançados”, diz Amauri Marchese, professor de pós-graduação em comunicação corporativa da ESPM. Para divulgar esses eventos é importante definir um calendário oficial. Isso proporcionará um crescimento na qualidade da empresa e amplitude do evento.
O Blog Papo de Empreendedor preparou com a ajuda de especialistas três eventos fundamentais para que você, empreendedor, possa fidelizar clientes e fortalecer a sua marca.
1. Lançamentos de Produtos ou Serviços: Esse tipo de evento precisa mostrar uma identidade visual capaz de definir os objetivos do novo produto ou serviço. Eles podem acontecer em espaços destinados para isso ou mesmo dentro da empresa, mas é importante que haja uma mensagem eficiente capaz de mostrar que o evento não é apenas uma festa ou um coquetel qualquer. Uma forma de atrair a atenção do público é criar um evento dentro do próprio evento. É interessante que os convidados possam interagir com o espaço e aprender sobre o produto da empresa por meio da diversão. Avaliar o orçamento do evento é fundamental para que a empresa não caia em enrascadas.
2. Coletivas de Imprensa: Antes de realizar uma coletiva de imprensa é preciso que a empresa tenha um bom conteúdo para ser divulgado. Depois é preciso refletir sobre quais são os veículos jornalísticos que teriam afinidade com essa notícia. Durante a coletiva, é necessário selecionar um profissional capacitado para explicar as decisões da empresa e responder os questionamentos dos jornalistas. “Mobilizar a imprensa para não informar algo realmente importante pode fazer com que o objetivo do evento não seja atingido e a marca perca o seu prestígio”, diz Marchese.
3. Festas de confraternização ou premiação: Eventos que reúnem a participação dos funcionários do negócio ajudam na manutenção do relacionamento entre a equipe e permite que muitos funcionários possam se conhecer. “Para integrar os membros do negócio é interessante que os próprios funcionários possam participar da construção da festa”, afirma Maria José. “Um concurso dentro da empresa pode permitir que eles escolham o tema ou mesmo o nome do evento”, completa.
Escrito por Patrícia Machado em 21.03.2011
Fonte: Papo de Empreendedor
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Coluna Start! - Consultoria pelo Youtube
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Flavio Gueiros
terça-feira, 15 de março de 2011
Leão manso - Dicas sobre o IR
São Paulo - Depois de preencher toda a declaração do Imposto de Renda 2011, disponível no site da Receita, o contribuinte saberá se deve algum dinheiro à União. Outra possibilidade é ter pago imposto além da conta, já que as algumas despesas podem ser deduzidas da montante sobre o qual incide o IR. Isso porque a declaração nada mais é que a materialização desse acerto de contas.
Na prática, o assalariado que vê um bocado do seu salário ser descontado todo mês pode, na verdade, receber parte daqueles recursos de volta. Desde que tenha guardado os recibos, ele deve declarar todos os gastos dedutíveis que teve ao longo do ano. Como sua renda tributável irá diminuir (pois essas despesas serão subtraídas), a alíquota de IR recairá sobre um montante menor. Logo, ele terá direito à diferença entre o que já desembolsou ao longo do ano e aquilo que realmente deveria ter pago, a chamada restituição.
Veja quais são as deduções permitidas por lei e os limites aplicados em cada uma das categorias:
Educação
Limite de 2.830 reais por contribuinte ou dependente em despesas com ensino técnico, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado e doutorado. Gastos com materiais e atividades extracurriculares, como escolas de línguas ou cursinhos preparatórios, não entram na lista.
Dependentes
Abatimento limitado a 1.808,28 reais por pessoa.
Previdência
O contribuinte pode reduzir toda a contribuição destinada ao INSS em 2010. Também é possível abater o dinheiro investido na previdência privada complementar, observado o limite de 12% da renda tributável. É importante ressaltar que neste último caso, o IR não deixará de ser cobrado: a mordida do Leão será apenas postergada para a data de resgate do plano.
Saúde
É permitido deduzir todas as despesas médicas, de qualquer valor, para o contribuinte e seus dependentes: consultas em médicos e dentistas, terapias, exames, cirurgias e até próteses dentárias e ortopédicas.
Empregado doméstico
Limitada a um empregado doméstico por contribuinte, desde que o mesmo tenha carteira assinada. O abatimento máximo é de 810,60 reais.
Incentivos fiscais
Limite de 6% sobre o imposto devido, com doações aos Fundo do Direito da Criança e do Adolescente, Incentivo à Cultura, Atividade Audiovisual e Desporto.
Aposentados
A partir do mês que tiverem completado 65 anos, os aposentados podem abater a parcela adicional de 1.499,15 reais por mês no cálculo do renda tributável.
Pensão judicial
Todo o valor estabelecido judicialmente pode ser deduzido. Contribuições informais são consideradas mesadas e não entram nos critérios de dedução.
Ao invés de receber dinheiro da Receita, o contribuinte também poderá se deparar com novos tributos pela frente. “Quem tem mais dinheiro de sobra está sempre fazendo esses recursos girarem”, afirma Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil. Com um volume maior de operações, cresce o risco de um eventual aumento no patrimônio não ter sido devidamente tributado.
Se este for o caso, o próprio programa da Receita irá acusar a discrepância e emitir um documento, o famoso Darf, com o valor do imposto pendente. A dívida pode ser paga em até oito quotas mensais, sendo que a primeira delas deve ser quitada até o dia 29 de abril.
Declaração simples ou completa
Em geral, é mais vantajoso para o contribuinte que não tem muitas despesas dedutíveis optar pela declaração simplificada. Isso porque a Receita concede um desconto de 20% sobre a renda tributável sem qualquer necessidade de comprovação de gastos. O valor é limitado a 13.317,09 reais.
Para uma renda de 60.000 reais por ano (ou 5.000 por mês), e despesas dedutíveis de 10.000 reais, por exemplo, quem optar pela declaração simplificada ganhará um desconto de 12.000 reais (20% de 60.000). Neste caso, o abatimento terá sido maior do que os próprios gastos. Vantagem, portanto, para o contribuinte.
Se, ao contrário, as despesas dedutíveis superarem o limite imposto pela Receita para a declaração simplificada, valerá sempre a pena optar pelo documento completo, em que será necessário especificar todos os dispêndios efetuados no ano anterior.
Para não se enrolar na prestação de contas, é necessário fazer a conta para ver em qual situação será possível pagar menos impostos. Neste ano, os brasileiros ganharam uma mãozinha do programa da Receita. À medida que os dados forem sendo preenchidos, o próprio aplicativo informará, a qualquer tempo, a melhor opção de tributação no canto inferior esquerdo da tela.
Fonte: Marcela Ayres - Exame.com
quinta-feira, 10 de março de 2011
6 Dicas para Você Conquistar o que Deseja
Veja abaixo 6 dicas dadas pelo Tony Schwartz sobre superação pessoal. O artigo traduzido foi publicado pelo pessoal do Jornal do Empreendedor.
- Busque o que você ama. Paixão é um motivador incrível. Ele alimenta o foco, resiliência e perseverança.
- Faça o mais duro primeiro. Nós todos nos movemos instintivamente para o prazer e pra longe da dor. A maioria dos grandes performers, Ericsson e outros acharam, atrasam a gratificação e praticam o trabalho duro nas manhãs, antes de fazer qualquer coisa. Este é o momento para a maioria de nós quando temos mais energia e menos distrações.
- Pratique intensivamente, sem interrupção por períodos curtos e não mais que 90 minutos e então dê um tempo. Noventa minutos parece sero tempo que conseguimos dar o máximo de foco em determinada atividade. A evidência é igualmente forte para não se praticar mais de 4 horas e meia por dia.
- Procure feedback de experts em doses intermitentes. O mais simples e mais preciso feedback, melhor você estará equipado para fazer ajustes. Muito feedback, muito continuamente entretanto pode criar uma saturação cognitiva, aumentar a ansiedade e interferir no aprendizado.
- Dê um tempo, regularmente. Relaxar depois de um esforço intenso não apenas provê oportunidade para rejuvenescer mas também para metabolizar e incorporar aprendizados. É também durante o descanso que o lado direito do cérebro fica mais dominante, o que pode gerar insights importantes.
- Ritualize a prática. Vontade e disciplina é raro. Como o pesquisador Roy Baumeister encontrou, ninguém de nós tem muito disso A melhor forma de se assegurar que você irá realizar tarefas difíceis é ritualizá-las – construa momentos específicos, invioláveis nos quais você pratica, para então durante o tempo você não ter mais que dispender energia pensando nisso.
O que fazer para manter as vendas após...
Passado o Carnaval, a temporada de férias de verão termina de vez. Pela frente, um período cruel para os varejistas, segundo a revista Inc. A temporada de inverno que desponta trará frescor para as vitrines. Mas antes, nos meses que se espremem entre as duas estações climáticas mais fortes, um limbo das compras faz o empresário quebrar a cabeça tentando encontrar formas de manter as vendas em um bom patamar.
Esse tempo de incerteza pode ser aproveitado para arriscar e experimentar. Por que não? Confira abaixo algumas dicas preparadas pela revista Inc.
1 – Cultive a identidade de sua marca: nada melhor do que uma pausa no turbilhão da temporada de férias para reparos na imagem do negócio. Não importa se é um café, um lava rápido ou uma empresa de limpeza de carpetes; a criação de uma imagem é vital quando você está competindo por consumidores. Comece agora a deixar seu negócio atraente para a próxima temporada de férias.
2 - Faça propaganda de graça: há especialistas que orientam os empresários a não cortarem o orçamento com publicidade. O conselho é verdadeiro, desde que não haja outros meios para angariar clientes - o que é pouco provável hoje em dia. Procure publicidade para seu negócio, mas publicidade gratuita! Você pode conseguir em jornais de bairro, a partir de parcerias com os comerciantes e, é claro, no Facebook e cia.
3 - Renove seu serviço ao cliente: revisão e renovação são os lemas nesse período. Analise como tem sido o contato da empresa com os consumidores. Lembre-se que a personalização do atendimento tem ganhado importância no mercado.
4 - Jogue com a regra do 80-20: também conhecida como Princípio de Pareto, a dita “lei” afirma que 20% dos produtos respondem por 80% das vendas de um negócio de varejo. O problema é que você não consegue identificar quais produtos serão os mais vendidos se não arriscar colocá-los à venda.
O período de atividade mais lenta pode ser usado para testar a venda de alguns itens. Ofertas e experimentos com preços maiores ou menores do que o habitual podem ser utilizadas para ver o que funciona.
Deriva dessa regra o corolário de que 20% dos clientes representam 80% dos lucros. Identificar este grupo é importante para você concentrar sua gama de produtos e maximizar as vendas.
5 - Agora, hora de lidar com os outros 80%: que tal arriscar menores margens de lucro? Os clientes compram mais quando o preço está abaixo do praticado pelos grandes varejistas. Margens mais baixas podem valer a pena pelo aumento nas vendas. Além disso, você pode conseguir uma maior retenção de clientes.
Uma ideia dada pela Inc. é aproveitar os sites de venda e leilões on-line. Essa pode ser uma forma de sua loja obter novos clientes.
Fonte: Papo de Empreendedor - Fernando Cymbaluk
segunda-feira, 7 de março de 2011
Kodak e seus colaboradores
O novo modelo de competências de liderança da Kodak:
- Considerar as diferenças como um bem. Reconhecer que a diferença acrescenta riqueza, sabedoria, sinergia e valor.
- Associar-se passando pelas diferenças, não apenas pessoas de bagagens e grupos de identidade diferentes, mas pessoas de funções e organizações diferentes – inclusive clientes.
- Criar segurança para a diferença. Criar um ambiente onde as pessoas se sintam à vontade para expor suas idéias. No passado, ficar calado e anular as diferenças eram condições para o sucesso. Recompense aqueles que colocarem em ação seus estilos, perspectivas e idéias.
- Participar do conflito de modo construtivo. Quando as pessoas se expõem, opiniões diferentes vêm à tona; essa é uma etapa necessária, se queremos ter acesso a múltiplos pontos de vista e idéias. Facilite e aceite perspectivas diferentes, vendo-as como caminho para uma melhor tomada de decisões, mais criatividade e maior coesão do grupo.
- A alavancagem da diversidade e a criação de uma cultura de inclusão oferecem tremendas vantagens competitivas às organizações que queiram se integrar à liderança, aos processos e à estratégia.
Fonte: MILLER, Frederick A. A estratégia da inclusão. [S.l.:s.n.].
Dra. Renata Ayd no programa Ponto Final
Shoppings x Carnaval
O carnaval não exerce qualquer efeito significativo sobre as vendas gerais nos shopping centers. A avaliação é do consultor de economia da Associação das Empresas Lojistas em Shopping Centers do Estado do Rio de Janeiro (Aloserj), Arthur Fraga. “Não há um pique de vendas expressivo”, disse. A expectativa, segundo ele, é de aumento em torno de 15% em relação aos dias comuns.
No ramo de vestuário, Fraga disse que pode ocorrer um aumento de até 30% de vendas, “no máximo. Em outros setores, até cai”. O segmento de moda esportiva é o mais procurado, incluindo camisetas, bermudas, sandálias.
Segundo o economista da Aloserj, existe um fenômeno que explica esse movimento nos shopping centers no carnaval. “Os gastos são feitos com antecedência ou o dinheiro é canalizado para viagens. O carnaval é o primeiro período de foco de viagem do ano. O segundo é o Natal e o réveillon. Viaja-se mais para fora no carnaval. Então, o consumo no Rio de Janeiro cai”.
O movimento fica concentrado no entorno dos eventos de carnaval e o reflexo nos shopping centers é muito pequeno, disse. A elevação das vendas deve ocorrer nesta semana que antecede os dias de carnaval, mas está atrelada aos produtos ligados diretamente ao evento.
O economista explicou que o carnaval é um evento muito específico e restrito às lojas do comércio varejista de rua que apostam em itens como fantasias e acessórios. Daí o reflexo na área de moda dos shoppings ser reduzido.
“Não há um reflexo de venda geral no comércio. Pontualmente, eu acho que quem não trabalha com produto carnavalesco, mas trabalha com produto de moda que possa ser usado no carnaval, o máximo que pode esperar de aumento nas vendas é 15% em relação aos dias comuns”.
Fonte: Agência Brasil
quinta-feira, 3 de março de 2011
5 Dicas para Perder um Cliente
- Acredite que seu cliente é um “palhaço”. Faça-o de palhaço, trate-o como um palhaço. Minta. Não cumpra o que prometer. Acredite que cliente sempre volta.
- Seja arrogante. Você e sua empresa. Lembre-se que você não precisa daquele cliente. Sua empresa é mais importante e sempre será. Se o cliente quiser comprar, que compre. Se não quiser, que procure outro.
- Não se preocupe com qualidade. Nem de produto, nem de serviço. Cliente não entende de qualidade. O que cliente quer é “preço”.
- Tenha sempre os funcionários mais baratos do mercado. Essa estória de pagar bem é conversa. Empregado tem que ser tratado como merece – sempre com um chicote na mão.
- Nunca treine seus funcionários ou permita o seu desenvolvimento. Se você treinar eles saem. Se forem melhores, também sairão. Nada de treinamento. Sua empresa não é escola de concorrentes.
Você sabe qual é o diferencial do seu negócio?
A sua empresa é a que tem os produtos mais baratos? O melhor atendimento? A que possui os funcionários mais bem treinados? Talvez o estoque com maior variedade ou melhores marcas? Obviamente, todo negócio prima por atingir o melhor em todos esses aspectos, mas ainda assim, você sabe qual é o grande diferencial da sua empresa?
Em seminário sobre varejo realizado pelo Centro de Excelência em Varejo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), o professor da instituição Juracy Parente afirmou que as empresas que não decidem qual é o seu ponto de diferenciação acabam caindo em um buraco negro. “É preciso escolher o melhor aspecto de sua empresa e investir nele”, afirma Parente.
Um exemplo usado no evento foi o da rede de supermercados alemã Aldi, que produziu dois vídeos, um mostrando quais são seus pontos fortes e outro mostrando quais não são, ou seja, o que ela não é. A propaganda mostra que a empresa não é uma loja com cartões-fidelidade ou lotada de serviços , mas sim uma rede dedicada a pessoas que não querem perder tempo na hora de fazer suas compras e que procuram preços baratos.
Uma forma que a empresa tem para deixar claro seu ponto forte e seu diferencial está na definição de sua missão e valores. De forma mais prática, isso pode ficar claro na seção “Quem somos” do site corporativo. A rede americana de lojas de alimentos naturais Whole Food afirma em seu site que lá você encontrará apenas produtos naturais, orgânicos e sem conservantes. E é nisso que eles investem. Então nada de ir lá procurando refrigerante.
E você? Sabe qual é o diferencial de sua empresa e investe nele?
Fonte: Papo de Empreendedor
Escrito por Rafael Farias Teixeira em 25.02.2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Negociar e transformar
Ingrid Betancourt falou à audiência do Fórum HSM de Negociação com a elegância do coração sobre aspectos que incluem a mesa de negociação, mas vão além. Por esse motivo, emocionou e foi calorosamente aplaudida de pé.
"O tema ‘negociação' não é minha especialidade, mas quero compartilhar experiências que me parecem interessantes sob a ótica da negociação. Negociei como refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. Tudo era negociado no cativeiro, mas a partir da pior posição, que é a de não ter nada para oferecer em troca." Assim Ingrid Betancourt deu início à sua apresentação no Fórum HSM de Negociação, diante de uma audiência ansiosa por conhecer mais sobre sua história e ouvir sua lição de vida.
Não tendo nada a oferecer, Betancourt, sequestrada quando estava em campanha pela presidência da Colômbia, não podia agir como negociadora de fato. Além disso, o mundo para ela se apresentava invertido: o bom era mau, o mau era bom. Essa circunstância, somada a toda a dor por que passou nos seis anos de cativeiro na selva colombiana, levou-a a um processo de mudança em que valores, objetivos e prioridades foram questionados e reposicionados.
Assim ela começou a expor essa transformação, fazendo excelente síntese dos aspectos que mais tocam os negociadores em geral:
Sobre a relatividade do fator "tempo" e a perspectiva de futuro
"Quando estava na selva, tudo o que acontecia lá era definido em termos de bom e mau, mas exatamente opostos ao que existe no mundo da liberdade. Aqueles que decidiam, de algum modo, colaborar com os guerrilheiros, fazer o jogo deles, tinham de aceitar a perda de aspectos essenciais como ser humano. Assim, o que na selva era bom, porque trazia resultados, como melhor comida e vida menos difícil, na perspectiva da vida livre é ruim. Além disso, muitos de nós viviam situações próximas à da chamada Síndrome de Estocolmo.
Entendo, porém, que, quando estamos negociando algo que nos parece importante, a questão do tempo é muito relevante. Para mim, era essencial como eu mesma me julgaria em relação ao tempo quando estivesse livre. A única coisa importante para mim era o futuro perante meus filhos ou diante do espelho. Importava que eu não me sentisse envergonhada sobre o período em que estive nas mãos das Farc. Muitas vezes, contudo, perdemos essa bússola. Ela é importante não tanto por causa do olhar da sociedade, mas para termos respeito por nós mesmos, na perspectiva de nossa alma."
Sobre a relação com seus pares e a importância de pensar no outro
"Estávamos num cativeiro na selva, uma área rodeada de cercas, muito parecida com o que vemos em fotos de campos de prisioneiros da Segunda Guerra Mundial. Era uma situação muito degradante. Havia muito pouco espaço para dez pessoas estranhas juntas, que tinham de conviver.
Tínhamos notícias sobre o que acontecia no mundo e na Colômbia - que tinha mais de três mil sequestrados naquele momento, e também de nossas famílias por meio de rádios. Havia programas que se dedicavam a transmitir vozes de nossas famílias. Os rádios eram, assim, como cordões umbilicais entre nós e o mundo.
Um dia, os guardas entraram e nos informaram que iam nos tirar todos os rádios. Era o mesmo que nos tirar a vida. Eu escondi o rádio que tinha. Pensei: ‘Não posso viver sem ouvir a voz de minha mãe'. Não entregar o rádio, entretanto, significava grave risco de retaliações, de castigos que eram muito difíceis. Inventei que o meu rádio havia se deteriorado fazia muito tempo e o guarda não me questionou mais.
Entre os companheiros de cativeiro, havia os que eram muito amigos meus, outros não. Havia, inclusive, os que eram informantes da guerrilha. Para nós, era muito importante que a guerrilha não soubesse que havia um rádio escondido. Mas por que conto isso?
Porque foi uma situação singular, uma das experiências de negociação mais difíceis de minha vida: parte dos prisioneiros decidiu fazer uma chantagem. ‘Ou você nos entrega o rádio ou vamos denunciá-la', ameaçaram. Eu sabia que, se me denunciassem, as consequências seriam muito graves.
Essa negociação aconteceu entre todos. Eu os avisei: ‘Não vou revelar se existe ou não um rádio, até que todos aceitem que seu uso implicará responsabilidade de todos. Ou todos são responsáveis e usam o rádio da mesma maneira, ou não teremos como tratar do assunto'. Essa rodada acabou de maneira crítica. Metade dos prisioneiros me fez um ultimato: eu tinha 30 minutos para entregar a eles o rádio ou me denunciariam. Um deles, porém, ficou comigo e disse: ‘Entendo perfeitamente sua situação, entendo que é importante que se sinta apoiada. Vou assumir com você a responsabilidade pelo rádio. Você e eu vamos ouvir as notícias e eu me encarregarei de transmitir as notícias a todos'.
A posição dele foi fundamental, porque favoreceu a situação e todos acabaram se responsabilizando também e fizemos um rodízio do rádio, cada um fazendo uso igual dele. Isso me leva a refletir que sempre temos de pensar na posição do outro, sobre o que é importante para o outro, a fim de encontrarmos soluções."
"O tema ‘negociação' não é minha especialidade, mas quero compartilhar experiências que me parecem interessantes sob a ótica da negociação. Negociei como refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. Tudo era negociado no cativeiro, mas a partir da pior posição, que é a de não ter nada para oferecer em troca." Assim Ingrid Betancourt deu início à sua apresentação no Fórum HSM de Negociação, diante de uma audiência ansiosa por conhecer mais sobre sua história e ouvir sua lição de vida.
Não tendo nada a oferecer, Betancourt, sequestrada quando estava em campanha pela presidência da Colômbia, não podia agir como negociadora de fato. Além disso, o mundo para ela se apresentava invertido: o bom era mau, o mau era bom. Essa circunstância, somada a toda a dor por que passou nos seis anos de cativeiro na selva colombiana, levou-a a um processo de mudança em que valores, objetivos e prioridades foram questionados e reposicionados.
Assim ela começou a expor essa transformação, fazendo excelente síntese dos aspectos que mais tocam os negociadores em geral:
Sobre a relatividade do fator "tempo" e a perspectiva de futuro
"Quando estava na selva, tudo o que acontecia lá era definido em termos de bom e mau, mas exatamente opostos ao que existe no mundo da liberdade. Aqueles que decidiam, de algum modo, colaborar com os guerrilheiros, fazer o jogo deles, tinham de aceitar a perda de aspectos essenciais como ser humano. Assim, o que na selva era bom, porque trazia resultados, como melhor comida e vida menos difícil, na perspectiva da vida livre é ruim. Além disso, muitos de nós viviam situações próximas à da chamada Síndrome de Estocolmo.
Entendo, porém, que, quando estamos negociando algo que nos parece importante, a questão do tempo é muito relevante. Para mim, era essencial como eu mesma me julgaria em relação ao tempo quando estivesse livre. A única coisa importante para mim era o futuro perante meus filhos ou diante do espelho. Importava que eu não me sentisse envergonhada sobre o período em que estive nas mãos das Farc. Muitas vezes, contudo, perdemos essa bússola. Ela é importante não tanto por causa do olhar da sociedade, mas para termos respeito por nós mesmos, na perspectiva de nossa alma."
Sobre a relação com seus pares e a importância de pensar no outro
"Estávamos num cativeiro na selva, uma área rodeada de cercas, muito parecida com o que vemos em fotos de campos de prisioneiros da Segunda Guerra Mundial. Era uma situação muito degradante. Havia muito pouco espaço para dez pessoas estranhas juntas, que tinham de conviver.
Tínhamos notícias sobre o que acontecia no mundo e na Colômbia - que tinha mais de três mil sequestrados naquele momento, e também de nossas famílias por meio de rádios. Havia programas que se dedicavam a transmitir vozes de nossas famílias. Os rádios eram, assim, como cordões umbilicais entre nós e o mundo.
Um dia, os guardas entraram e nos informaram que iam nos tirar todos os rádios. Era o mesmo que nos tirar a vida. Eu escondi o rádio que tinha. Pensei: ‘Não posso viver sem ouvir a voz de minha mãe'. Não entregar o rádio, entretanto, significava grave risco de retaliações, de castigos que eram muito difíceis. Inventei que o meu rádio havia se deteriorado fazia muito tempo e o guarda não me questionou mais.
Entre os companheiros de cativeiro, havia os que eram muito amigos meus, outros não. Havia, inclusive, os que eram informantes da guerrilha. Para nós, era muito importante que a guerrilha não soubesse que havia um rádio escondido. Mas por que conto isso?
Porque foi uma situação singular, uma das experiências de negociação mais difíceis de minha vida: parte dos prisioneiros decidiu fazer uma chantagem. ‘Ou você nos entrega o rádio ou vamos denunciá-la', ameaçaram. Eu sabia que, se me denunciassem, as consequências seriam muito graves.
Essa negociação aconteceu entre todos. Eu os avisei: ‘Não vou revelar se existe ou não um rádio, até que todos aceitem que seu uso implicará responsabilidade de todos. Ou todos são responsáveis e usam o rádio da mesma maneira, ou não teremos como tratar do assunto'. Essa rodada acabou de maneira crítica. Metade dos prisioneiros me fez um ultimato: eu tinha 30 minutos para entregar a eles o rádio ou me denunciariam. Um deles, porém, ficou comigo e disse: ‘Entendo perfeitamente sua situação, entendo que é importante que se sinta apoiada. Vou assumir com você a responsabilidade pelo rádio. Você e eu vamos ouvir as notícias e eu me encarregarei de transmitir as notícias a todos'.
A posição dele foi fundamental, porque favoreceu a situação e todos acabaram se responsabilizando também e fizemos um rodízio do rádio, cada um fazendo uso igual dele. Isso me leva a refletir que sempre temos de pensar na posição do outro, sobre o que é importante para o outro, a fim de encontrarmos soluções."
Philip Kotler: as empresas precisam reinventar o marketing
A máxima do marketing sempre indicou que basta colocar produtos com uma boa qualidade e preços baixos para conquistar bons resultados em um negócio. Mas será que essa afirmação ainda vale para os dias de hoje?
De acordo com Philip Kotler, a maior autoridade mundial em marketing, essa realidade está mudando e, em breve, apenas isso não será o suficiente.
Em sua palestra no HSM ExpoManagement, Kotler indicou que os clientes estão mais exigentes. Mas essa exigência não é apenas na qualidade de um produto ou serviço. Os consumidores estão passando a escolher produtos e empresas que satisfaçam suas necessidades mais profundas de ética, valores e idealismo.
"Cada vez mais os consumidores estão em busca de soluções para satisfazer seu anseio de transformar o mundo globalizado num mundo melhor. (...) As pessoas buscam empresas que atendam suas mais profundas necessidades sociais e ambientais em missão, visão e valores", revela Kotler.
A consequência disso é que o cenário corporativo e as ações das empresas também estão se adaptando para atender essa demanda de consumidores cada vez mais conscientes. Segundo Philip Kotler, "começou uma nova fase na relação do planejamento das organizações para atrair esses 'novos consumidores'", que pode ser chamada de Marketing 3.0.
Marketing para dentro
Kotler explica que o marketing não pode estar voltado apenas para os clientes, mas também deve ser pensados para os funcionários. "É preciso fazer com que os funcionários estejam satisfeitos em trabalhar na empresa. É preciso tratar os funcionários como clientes, não para influenciá-los, mas para atender suas necessidades", afirma.
Contrate um nerd
Kotler indica também que em todas as áreas de marketing devem existir jovens conectadas o tempo todo na internet, os seja, os verdadeiros nerds. Com a explosão das redes sociais, é importante ter pessoas que saibam dialogar bem através desses meios.
"Seu departamento de marketing tem que ter essa gente jovem pra trabalhar com o atual grupo", indica. Nesse ponto, Kotler recomenda que é preciso explorar ao máximo as redes sociais - como o Twitter e o Linkedin - e aprender e melhorar nos os pontos que estão sendo ditos sobre a empresa nesses espaços. "Parte do foco de marketing tem que ser voltada para as redes sociais", defende.
Quem já começou o Marketing 3.0
Kotler indica que são poucas as empresas que já entenderam essa nova demanda do marketing. De acordo com o guru, 70% das empresas estão em um estágio de marketing 1.0, 25% já estão no marketing 2.0 e apenas 5% vivem a realidade 3.0. Sendo que essa projeção está evoluindo de forma gradativa.
Uma dessas empresas que está direcionando suas ações e apresentando novas perspectiva de negócios para transformar a vida dos consumidores é a S.C. Johnson.
A empresa é destaque em seu segmento por posicionar-se como uma empresa familiar, sustentável, especializada em produtos de limpeza e buscar dar as melhores condições de trabalho aos seus funcionários como forma de aumentar sua produtividade. "A Jonhson procurou trabalhar com a comunidade. Através de valores que focavam o social, ela buscou criar um valor econômico sustentável", indicou Philip Kotler.
Os atributos das novas empresas
De acordo com o pensador, "o marketing passou de ser apenas um processo de vendas e publicidade para ser um conjunto de processos em criar, comunicar, transmitir e entregar valor".
Veja algumas outras características desse novo marketing 3.0 apontadas na palestra de Philip Kotler:
- Marketing da missão: a missão é ajudar o cliente a realizar suas aspirações e seu lado da compaixão
- Marketing de valores: mostrar valores para buscar novos que façam a diferença
- Marketing da visão: transmitindo a visão de sustentabilidade corporativa para os acionistas, colaboradores e consumidores
- Uma marca ser forte hoje não significa que será forte assim para sempre. Tem que se fazer mais do que uma manutenção da marca, é necessária a criação de marca. Ela deve empolgar.
- As marcas terão que oferecer "significado" e "autenticidade" através de novos valores e uma nova visão mercadológica
Fonte: Administradores.com
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Planejamento ou Controle?
Todo planejamento é, na verdade, uma tentativa de se controlar o futuro, de se modificar o curso dos acontecimentos em nosso favor. Como todo mecanismo de controle, a elaboração de um planejamento estratégico requer concomitantemente a elaboração de mecanismos de feedback e de controle para ter condições de avaliação e correção de curso a tempo.
1. Tópicos Fundamentais do Planejamento
- · Linha de produtos a ser oferecida ao mercado.
- · Os segmentos de mercado objetivados com cada produto ou linha de produtos.
- · Os canais de distribuição a serem utilizados.
- · Os canais de comunicação a serem utilizados.
- · As políticas comerciais a serem adotadas.
- · Os recursos humanos.
- · Os investimentos em tecnologia.
- · A capacidade de produção.
2. Condições para o Sucesso da Estratégia
A principal condição para o sucesso de uma estratégia é o seu realismo: de nada adianta colocar uma infinidade de objetivos, se somente se pode alcançar um de cada vez. São ainda considerações importantes para o sucesso da estratégia:
- · Basear-se em princípios e valores que a organização acredite e esteja disposta a seguir.
- · Considerar sempre que objetivos e – principalmente – as metas, admitam uma variação (para cima ou para baixo) e que podem e devem ser sempre revisados.
- · Considerar as tendências históricas dos dados e fatos, mas ter em mente também as tendências (dados qualitativos, normalmente não quantificáveis).
- · Considerar que as pessoas são o fator mais importante para a execução de uma estratégia.
- · Manter o grau de confidencialidade requerido pelas informações tratadas.
3. Estratégias Antecipativas Versus Adaptativas
Em todo mercado existem dois tipos de organizações: aquelas que trabalham com um pensamento estratégico antecipador e aquelas que buscam adaptar-se à mudança.
As empresas antecipadoras são aquelas que fazem a diferença: introduzem novos produtos, novas práticas, novas tecnologias no mercado.
As adaptativas buscam adaptar-se rapidamente às mudanças (muitas vezes fruto da ação das empresas antecipadoras).
Nada garante que um ou outro tipo de empresa será mais bem sucedido. A empresa mais bem sucedida será aquela que tiver mais capacidade de gerir adequadamente os seus recursos, retirando o máximo proveito deles, com flexibilidade.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
A criatividade como diferencial
Sonhe, imagine, analise e ponha em prática. Faça diferente! Qualquer hora é hora qualquer lugar é lugar para criar
Criatividade para quê? Como gerar idéias? Ser criativo é ser diferente? Essas são as primeiras perguntas que surgem na nossa consciência.
Eu tenho que ser criativo? Ser diferente? Ou é apenas mais um requisito a ser exigido pelas empresas?
Estamos acostumados a considerar a criatividade como algo pessoal, intransferível e eloqüente. Engano nosso! É algo que poderá ser desenvolvido e que deve fazer parte da nossa vida, do nosso estio, da nossa competência e comportamento.
Sem grandes investimentos a empresa poderá propiciar ações criativas, dando a liberdade de opinar, errar, aprender com estes erros e, principalmente, de buscar alternativas de diferenciação nos produtos e serviços.
Hoje em dia, o ato de criar ou inovar não se restringe apenas ao empreendedor. É necessário que haja uma ação conjunta entre empregados e empreendedor.
Buscar o diferencial é oferecer algo a mais do que o cliente esperava, atrair sua preferência, adaptar-se ás suas necessidades, modificar produtos, buscar soluções, estratégicas, fugir do convencional.
A criatividade é um fenômeno que se move entre os atributos dos homens e as exigências da sociedade.
Considerando que as empresas fazem parte de uma sociedade o incentivo à criatividade implica num bem que é criado para a mesma.
A empresa deverá investir em cursos que despertem no empregado a sua imaginação, experimentação, objetivando inovações, melhorias nos processos, racionalização de mão-de-obra, de materiais e tecnologia, comunicação eficaz, etc.
Dentro do cenário atual do país, não há dúvida de que o trabalhador possui condições básicas para tornar-se uma pessoa mais criativa do que já é. Muito embora a socialização e a cultura de algumas organizações tende a diminuir esta potencialidade, principalmente pelas práticas das ações rotineiras.
Trata-se de recursos valiosos de que dispomos e que necessitam ser cultivados pelas organizações através de técnicas de geração de idéias, de resolução criativa de problemas, analogias inusuais, pensamentos divergentes e convergentes. etc.
Dessa forma, todos poderão sonhar, analisar, testar e posteriormente concretizar a idéia inicial.
Cabe também ressaltar a importância do envolvimento geral da organização desde a presidência até os cargos operacionais, nos programas de implantação de criatividade.
Ou seja, deverá fazer parte da estratégia e da cultura da organização.
Podemos perceber uma grande revolução quebra de paradigmas, onde não somente os chefes e o empreendedor devem ser criativos na organização.
A criatividade está relacionada com processos de pensamento, imaginação, intuição e originalidade. Podemos perceber que se trata de características importantes para um profissional de sucesso, ao lado, é claro, dos conhecimentos técnicos e demais habilidades necessária.
Estimular a criatividade é estimular também a flexibilidade, a visão de futuro, a autonomia, os trabalhos em equipes, a liderança, buscar soluções alternativas etc. Num mundo de mudanças, marcado por turbulências e incertezas; tudo isso torna-se fundamental.
A criatividade humana não é temporal, é um patrimônio do ser humano e que deve ser compartilhado nesta sociedade. Ou seja, devemos criar ou inovar algo a ser aproveitado pela sociedade. Em alguns casos, é necessário mudar de pensamento
Desta forma, não há hora marcada para criar, pois tal prática deve ser constantemente estimulada e desenvolvida pelas empresas através de uma sistematização e preparação das mesmas para este novo cenário.
Devemos estar constantemente criando estratégias de ação, soluções diferentes para os diversos problemas nas organizações, criando novos produtos, inovando os já existentes. Só assim as empresas se tornarão criativas e competitivas.
Por ser o ato de criar compartilhado com a sociedade, a organização deve servi-la.
Nada mais justo, então, desenvolver a criatividade para a superação das expectativas dos clientes.
Quais as vantagens de atuarmos com pessoas criativas?
• Serem empreendedoras;
• Curiosas e atualizadas;
• Agressivas e auto-suficientes;
• Persistentes e perseverantes;
• Autônomas e corajosas;
• Sempre bem-informadas;
• Auto- disciplinadas em busca da auto - realização; e
• Auto- motivadoras e motivantes.
Obstáculos que impedem a criatividade
• Velhas idéias, paradigmas, chavões;
• Fronteiras, dificuldades imaginárias;
• Conformismo;
• Desistência;
• Preguiça mental;
• Medo do ridículo e de errar, tudo tem que dar certo;
• Pouco ou nenhum incentivo por parte da organização;
• Excesso de lógica;
• Resistência à quebra de modelos mentais.
Ventos favoráveis que facilitam a criatividade
• Motivar as pessoas a ver a realidade sob novos ângulos;
• Usar imagens visuais, auditivas;
• Gerar idéias fluidas, sem julgamentos;
• Perceber, observar coisas que não são percebidas pelos demais;
• Brincar com as idéias, criando multiplicidade;
• Buscar conciliação de opostos;
• Usar os erros cometidos para aprendizagem;
• Quebrar padrões, rotina, etc;
• Predisposição interna;
• Humor;
• Desafie as normas; e
• Receptividade as novas idéias, tanto as suas como as dos demais.
Melhores momentos do Oscar da Criatividade
• Cantando no chuveiro.
• No trânsito, na fila do ônibus, no metrô.
• Escutando um sermão, dos mais diversos.
• Fazendo trabalhos manuais.
• Durante a insônia.
• Academia de ginástica.
• Durante reuniões improdutivas.
• Na casa da sogra.
• No ócio.
• Ou sob pressão.
Fonte: FELLIPE, Maria Inês. A criatividade como diferencial. Disponível em: <http://www.mariainesfelippe.com.br/artigos/artigos.asp?registro=02>. Acesso em: 26 maio 2004.
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