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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Metas para 2012



Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo
ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores.

Por Marcos Morita

O mundo corporativo já entrou em contagem regressiva, faltando menos de uma semana para as festas de final de ano. Grande parte das empresas costuma programar férias coletivas neste período, época em que quase nada se decide no campo dos negócios. Apesar do marasmo, aproveite para definir os principais objetivos a você e sua equipe para o próximo ano.

Praticamente todas as firmas utilizam metas para medir o desempenho de departamentos e colaboradores, independentemente do nível hierárquico e função. Ao topo da pirâmide temas mais abrangentes, estratégicos e de longo prazo. Já para a base, ações táticas e de curto prazo. Operacionalizá-las é função do corpo gerencial, localizados no meio da figura.

Apesar de simples, estabelecê-las esconde alguns segredos. Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores. Aprecio a técnica SMART, a qual menciona que as metas devem ser específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e tangíveis, já traduzidas para o português. Vejamos.

Específicas: aumentar o market share, reduzir a inadimplência ou penetrar um novo mercado são metas interessantes, porém muito gerais. Para torná-las menos genéricas é necessário um maior nível de detalhamento. Conquistar dois pontos de market share no mercado carioca, através da penetração na classe A da zona sul , por exemplo, seria algo bem mais específico.

Mensurável: ainda na mesma linha, é necessário medir os dois pontos de market share obtidos, sejam eles em unidades físicas, monetárias ou margens de contribuição. Caso contrário, um vendedor poderia conquistá-lo oferecendo grandes descontos, comprometendo a lucratividade.

Atingível: imagine um novo entrante no setor de bebidas, cuja meta seja obter metade do mercado da Coca-Cola. Apesar de desafiadora é na prática inatingível, mesmo que pertença a um grupo com grande poderio financeiro. O feitiço neste caso virará contra o feiticeiro, arrefecendo os ânimos dos envolvidos num curto período de tempo.

Realista: algumas multinacionais têm sofrido deste mal após 2008. Com os mercados maduros em queda, executivos globais recorrem aos emergentes para cobri-los. É comum aplicar taxas de crescimento chinesas à filiais brasileiras, ao mesmo tempo em que se solicitam margens de lucro cada vez mais elevadas. São as conhecidas metas para inglês ver.

Tangíveis: aqui entra o critério tempo, em meu ponto de vista o corolário de todos os anteriores. Um prazo muito curto pode desmotivar os envolvidos pela impossibilidade de cumprimento, enquanto sua falta pode levar a acomodação. O governo brasileiro é mestre neste quesito, aplicando-os em suas duas vertentes.

Em minha experiência pude verificar que alguns gestores têm dificuldade em utilizar o critério SMART, criando metas muito amplas, fracas ou inatingíveis, as quais não contribuem para o resultado da empresa. Sugiro que comece aplicando-o ainda neste ano, revisando as metas estabelecidas. Talvez seja um bom programa aos que ficarão de castigo, nesta época de telefones mudos.

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As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.

Fonte: http://www.administradores.com.br/

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Objetivos em Ação


Hoje vamos falar sobre Objetivos em Ação.

Organizados os pensamentos, e já sabedores o que queremos, temos que partir para a ação. É como um sonho de uma viagem muito desejada. Nós imaginamos, sonhamos, planejamos e agora chegou a hora de sair ao destino.

Um exemplo: O nosso objetivo é viajar em férias para Guarapari-ES, já sabemos a melhor época para ir, as estradas que vamos percorrer, o hotel que vamos ficar e os roteiros que queremos visitar. Muito bem... objetivamos. Então vem a meta. “Quero aproveitar 100% dos roteiros em 15 dias.” É possível? Sim é possível. Desde que não haja nenhum contra-tempo no que planejamos.

Então vamos transportar para a realidade da sua empresa: 
Os objetivos são os resultados que a organização pretende realizar. Deve-se identificar aonde a empresa quer chegar. Traçar objetivos pode fazer a diferença em sua vida, mas é preciso definir um plano real e profundamente verdadeiro, que funcione para você.

Seu objetivo é específico?
Pense em seu objetivo como um destino específico e decida qual a rota para alcançá-lo. Só desta forma poderá descobrir facilmente se pegou um caminho errado.

Seu objetivo é mensurável?
Sem saber qual o placar, você pode perder o incentivo. Pense em um jogo de futebol. O mesmo esquema que leva o time em busca dos gols vale quando você batalha pelos seus objetivos. Se precisar mude as estratégias e ponha seu jogador principal no banco para descansar (isto é, você mesmo). Só assim você vai poder recarregar as baterias.

Qual o prazo que você se deu?
Seus objetivos precisam de prazos, para que nunca sejam menos importantes do que a conta de luz. Mantenha a motivação em alta criando uma recompensa ou um castigo para que você se sinta motivado a realizar as coisas sempre nos prazos definidos.

O Objetivo descreve o que você quer, a Meta apresenta os marcos pelos quais você terá de passar para que seus objetivos se materializem. Objetivo é o que você quer, meta é o que você está disposto (e precisa) a fazer para chegar até seu objetivo. Defina bem seu objetivo e o trabalho de descrever as metas ficará muito mais fácil.

Para efetuar uma verdadeira mudança positiva em suas experiências, você precisa vê-las como deseja que sejam ao invés de vê-las como são. Quando concentramos atenção em qualquer coisa – desejada ou não, você inclui uma vibração, um desejo, um foco.

Então, realização de objetivos está na seguinte equação:

Objetivo + Meta + Foco = Realização
As realizações são resultados desta soma de fatores que poderão ser positivos, negativos ou podem encontrar um ponto de equilíbrio.

Geralmente, quando alocamos os recursos adequados em nosso planejamento os objetivos são alcançados, as metas superadas e a sintonia é fina. O diferencial surge na qualidade das realizações, e na velocidade das ações devido ao fator foco.

Para reforçar: Objetivo + Meta + Foco = Realização.

Mas se nada deu certo, decepções são ótimas experiências para rever o processo. Os objetivos correspondem com a missão da empresa? As metas estão compatíveis com a Visão de futuro da sua instituição?

Vamos voltar ao exemplo da viagem: Vamos para Guarapari/ES, certo? De Carro, de moto, de ônibus, de bicicleta ou a pé. Nossos objetivos e metas têm que ser compatíveis as realidades do Como Faremos? Quais são nossos recursos? Lembra do nosso último programa? O quê; Por quê; Como; Quem; Quando e Onde.

Os processos específicos para atingir qualquer objetivo, são apenas meios. O mais importante é você! Desejar não basta, é necessário a sua vontade, força motriz para que as coisas aconteçam.

Coluna Start 03 - Flavio Gueiros