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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Balanço 2011 - Núcleo de Empreendedorismo
de Teresópolis

Expectativa é de crescimento para 2012, com inclusão de mais empresas no projeto


O Comitê Gestor do NET (Núcleo de Empreendedorismo de Teresópolis) realizou nesta sexta-feira, 9, uma reunião para apresentar o Relatório de Indicadores de Desempenho 2011 e as ações a serem implantadas em 2012, entre elas, a captação de novos empreendedores e a participação em eventos do setor dentro e fora do município. Além disso, foi apresentada a avaliação da participação do NET na FEPRO (Feira da Promoção). O objetivo do núcleo é auxiliar os empreendedores, autônomos e empresários da economia informal interessados em montar e legalizar seu negócio.

“O balanço das ações de 2011 é muito positivo, pois as empresas participantes conquistaram um crescimento substancial, inclusive com geração de empregos. O nosso estande na FEPRO foi bastante visitado e gerou frutos, visto que diversas pessoas interessadas em integrar o projeto nos procuraram a partir do nosso trabalho lá. Foi uma excelente oportunidade de divulgação institucional e também de fechamento de negócios”, frisou Flavio Gueiros, Consultor Gestor do NET.

Para o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Breder, o NET é de suma importância para o crescimento do município. “O Governo do Prefeito Arlei, através da nossa Secretaria, reforça a relevância do empreendedorismo para o desenvolvimento da cidade. Temos a certeza de que o núcleo é fundamental no processo de recuperação do município após o forte temporal de janeiro, aliás, Teresópolis já vem apresentando indicadores de retomada do crescimento econômico”, afirmou.

O Núcleo de Empreendedorismo de Teresópolis funciona dentro do Projeto Siga – Sistema de Incubadoras de Gestão Assistida – e foi implantando em parceria pela Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Aciat (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Teresópolis), Facerj (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio) e Sebrae/RJ. A iniciativa conta também com o apoio do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Unifeso.

Os interessados em participar do projeto devem se dirigir ao NET, na Rua Wilhelm Christian Kleme, 701/Fundos, Ermitage, de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Texto: Mara Lúcia - Assessoria de Comunicação da Prefeitura - Foto: Davi Almada

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cinco dicas para transformar a sua ideia em realidade.




Nem sempre grandes ideias dão origem a grandes negócios. Mas, com certeza, você nunca vai saber disso se não pesquisar bastante ou se não colocar esses projetos em prática. O site da revista Inc. reuniu dicas para você dar vida a uma grande idea. São bem práticas e simples e o ajudarão a sair do empreendedorismo meramente platônico. Confiram:

1) Não pense demais
Pode ser um pouco contraditório, mas não gaste muito tempo falando e falando sobre sua ideia para um produto ou serviço. Crie, ouça opiniões, estude o mercado e faça tudo isso rápido. Não fique sentado adiando o momento de lançar sua ideia.

2) Não tenha medo de compartilhar
Peça o máximo de opiniões sobre seu projeto. Muitas vezes, as pessoas não pedem feedback temendo que suas ideias não sejam realmente muito boas. Mas seja criterioso sobre seu interlocutor e sempre busque ajuda especializada.

3) Não tente agradar todo mundo
Quando você pede a opinião de várias pessoas, elas podem ser dissonantes. Portanto, tome as decisões que realmente vão ser melhor para sua ideia, e não para ser para ganhar a faixa de Miss Simpatia.

4) Não tente fazer mais do que você pode
Se precisar mostrar um conceito mais bruto da sua ideia para clientes e investidores, como um protótipo, não tente fazer algo complicado e cheio de aplicações que não funcionarão na hora. Tente realmente mostrar em que estágio você está – e faça com que ele funcione direitinho e não o faça passar vergonha.

5) Saiba quando mudar de rumo
Ao avaliar a sua ideia constantemente – nas fases de projeto, protótipo, lançamento etc. –, você tem mais chances de descobrir quando ela realmente não vai dar certo. Se isso acontecer, faça as mudanças necessárias para que ela se torne realidade ou simplesmente desista e passe para outra. Quem percebe isso tem mais chance de sucesso.

Fonte:<http://www.papodeempreendedor.com.br/inovacao/cinco-dicas-para-transformar-a-sua-ideia-em-realidade/>

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Empreendedorismo no Empretec

Felipe Esteves - Diretor da Tudo Marketing Estratégico participou da edição 2011 do Empretec em Teresópolis. Sua avaliação foi super positiva aos olhos de participantes e facilitadores do curso.


Diante das dificuldades, Felipe conseguiu se destacar com ações simples e funcionais. Prova disso foram as vendas de alfajores, amendoins e até um evento de Game que literamente "bombou" em Teresópolis !

Parabéns e seja bem-vindo! Segue matéria do jornal o Diário de Teresópolis:


Esporte virtual em Teresópolis
Campeonato de PES 2011 “transporta” jogadores para a Champions League

Por Claudio Tatu
A realidade como alternativa. O futebol virtual vem evoluindo a cada ano e ganhando adeptos pelo mundo inteiro. Nas universidades, cursos de game são muito procurados e meninos e meninas sonham com uma carreira neste setor.

Nas TVs especializadas em esportes como ESPN, programas sobre games são sucesso absoluto. Mais e mais pessoas adotam os jogos virtuais como seus “esportes” preferidos. Este é o caso de Felipe Esteves, empresário que resolveu organizar o seu primeiro campeonato de futebol virtual na academia Ox e foi muito bem sucedido, com diversos adeptos do game partindo para a competição na esperança de levantar o título, ganhar medalhas, além de prestigio e prêmios que iam de locações de DVD até uma camisa oficial do Barcelona.

Se divertir com aquilo que você gosta e ainda ter a possibilidade de faturar o “manto” do melhor time da “galáxia” naquela noite de 30 de setembro... Certamente seria muito animado. E foi!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Empreendedorismo tem espaço
de destaque na Beauty Fair

Sebrae enfoca a formalização de negócios e a valorização
das micro e pequenas empresas durante feira de cosméticos e beleza
São Paulo - Valorizar o profissional do setor de estética, conhecer suas necessidades e auxiliá-lo na capacitação e na formalização de seus negócios. Com esses objetivos, o Sebrae participa da 7ª edição da Beauty Fair - Feira Internacional de Cosméticos e Beleza, que acontece até amanhã, no Expo Center Norte, em São Paulo.

O evento, realizado anualmente na capital, é voltado para cabeleireiros, maquiadores, manicures, esteticistas e demais profissionais de beleza, setor que abriga um dos maiores índices de empregos informais no estado. Dados atuais da Associação dos Profissionais dos Institutos de Beleza do Estado de São Paulo indicam que dos cerca de 200 mil profissionais atuantes, a maioria está na informalidade.

Com o intuito de mudar este cenário, o Sebrae conta com um espaço para orientar na formalização de negócios. Além disso, quem passar pelo estande da instituição poderá saber mais sobre cursos de capacitação em gestão empresarial e receber informações sobre feiras e prêmios.

Para garantir direitos previdenciários e os mesmos benefícios de quem trabalha na formalidade aos profissionais autônomos e ambulantes, foi criada, em 2009, a figura jurídica do Empreendedor Individual (EI). Mais de 1,5 milhão de empresários optaram pela formalização por meio do EI no país – em São Paulo, são mais de 345 mil Empreendedores Individuais, 112 mil na capital. A estimativa é de que 7,5% desse contingente esteja no setor de beleza.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIPHPEC), o faturamento do setor dobrou nos últimos seis anos, com crescimento médio anual de 10,5% nos últimos 15 anos. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior mercado mundial de cosméticos, o primeiro em venda de desodorantes, o segundo em produtos para cabelos, o sexto em produtos para pele e o oitavo em depilatórios.

Com base nesses números, o Sebrae oferece apoio para empreendedores que queiram investir no setor. Durante a Beauty Fair, consultores da entidade estão disponíveis para atender e orientar em diversas áreas fundamentais para a gestão de negócios, como: marketing, finanças, jurídico, produção, RH e administração.

Cursos

Os visitantes que passarem pelo estande do Sebrae também saberão mais sobre o programa de Educação a Distância - atualmente, são 24 cursos oferecidos gratuitamente no portal da entidade. Lançados em outubro de 2009, eles formaram, até agora, mais de 45 mil pessoas, em temas diversos, como abertura de empresa e fidelização de clientes e ferramentas avançadas de gestão.

Ainda durante a feira, o Sebrae divulgará o Prêmio Mulher de Negócios. Criado em 2004, a premiação é dirigida a mulheres empreendedoras, com mais de 18 anos, proprietárias de micro e pequenas negócios, com geração de trabalho e renda. Em São Paulo, as mulheres representam 35% dos empreendedores formais, estão à frente de 37% das micro e pequenas empresas sem empregados e dirigem 29% dos negócios que geram empregos.

Fonte: Paola Bello-Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9110/ 3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
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domingo, 21 de agosto de 2011

Os 10 mitos sobre empreendedorismo



Nesse processo de estudo sobre empreendedorismo nós lemos e ouvimos muitas coisas. Algumas delas verdadeiras, outras nem tanto. Vamos aqui esclarecer qual nossa opinião sobre alguns mitos que ouvimos.

1. Empreendedores nascem empreendedores 
Talvez. Algumas pessoas realmente nascem com uma boa dose de criatividade, energia e disposição para criar um negócio próprio, mas isso por si só é como uma massa de modelar. É sempre necessário um trabalho árduo pra transformar esse talento em experiência relevante.

2. Empreendedores são apostadores
O bom empreendedor não simplesmente aceita que há risco e aposta nisso. Ele tenta influenciar as probabilidades e diminuir os riscos com uma palavra mágica: estratégia.

3. Empreendedores querem o show todo para eles
É possível sobreviver com uma empresa em que o empreendedor trabalha praticamente sozinho. Mas, para um alto crescimento e a criação de algo que realmente faça diferença na sociedade, o empreendimento precisa ser um trabalho em equipe. Ou seja, o empreendedor pode ter 100% de uma torta, mas só um time poderá fazer a torta crescer consideravelmente.

4. Empreendedores são 100% independentes e não prestam satisfação aos outros
Mentira, empreendedores precisam prestar contas para muitas pessoas. Pra começar, aos seus clientes. Além disso, eles também precisam servir aos seus empregados, familiares e à sociedade em si.

5. É preciso uma idéia genial e um ótimo plano de negócios para dar certo
Nada disso. Usando a metodologia OPS para procurar oportunidades, tendo uma idéia que passe Credibilidade, Utilidade e Simplicidade (atributos CUS) e respondendo às 11 perguntas para responder antes de começar, garantimos que você está pronto para sair do lugar. Seu sucesso dependerá principalmente da aplicação desses conceitos na prática.

6. Empreendedores são estressados e pagam um alto preço por isso
Gerir o negócio próprio é estressante e demanda uma alta carga de trabalho. A questão é que há uma grande satisfação em cuidar de algo próprio, isso é mais recompensador do que qualquer quantia de dinheiro. Leia mais em Empreender é mais legal.

7. Se você começar um negócio e falhar significa que você está fadado ao fracasso
Mentira cabeluda. Existem muitos casos de empreendedores que faliram mas que aprenderam com os erros e voltaram com força total. Não queremos estimular ninguém a sair falindo negócios, o ponto é: errar uma vez não te destrói pra sempre, desde que você acerte em algum momento.

8. Sem muito dinheiro é impossível começar um negócio
Com uma boa oportunidade, uma boa comunicação e um time competente existe uma chance razoável do empreendedor receber investimento externo. Caso isso não ocorra, sempre há a opção de ser um empreendedor alça-de-bota (maiores explicações no próximo post). Além do mais, uma grande quantidade de dinheiro não garante que um negócio terá sucesso.

9. Empreendedores são movidos apenas pela vontade de ganhar dinheiro
É possível que alguns sejam, mas não os que valham a pena ser analisados. Dinheiro não aparecerá simplesmente se você pensar “dinheiro” 100 vezes por dia. Dinheiro vem de clientes, por isso faça a vida deles melhor e você será recompensado. Pense em melhorar a vida das pessoas e criar algo com atributos CUS e o dinheiro aparecerá.

10. É necessário ser um gênio para empreender bem
Habilidade matemática e analítica é muito bem-vinda, mas existem habilidades e competências muito mais importantes. Recomendamos a leitura do post: Quais são as características do empreendedor?

É isso aí, esperamos ter tirado algumas dúvidas sobre alguns pontos que assombram as pessoas.

Se você também tem alguma história a contar ou algum mito que você detonou, por favor, nos mande.

Abraços!
Millor Machado (detonando mitos)

P.S.: Agradecemos a Lucas Sales e Jorge Sosa pelos comentários de que nosso blog os inspirou nas suas jornadas pelo mundo empreendedor.

Também agradecemos a Daniel Bruzeguez e Daniel Junqueira pelas contribuições ao nosso conteúdo.

Fonte: <http://www.saiadolugar.com.br/2009/03/04/os-10-mitos-sobre-empreendedorismo/>

sábado, 2 de abril de 2011

Vagas para pessoas empreendedoras



Incubadora de empresas está oferecendo serviço de assistência e consultoria

Há seis anos funcionando no bairro do Ermitage, o projeto de apoio ao empreendedor feito em parceria com FACERJ, SEBRAE e ACIAT, com apoio da Prefeitura de Teresópolis continua crescendo e com isso está convidando novos candidatos a fazer parte desta história de sucesso.

O projeto do Núcleo Empreendedor de Teresópolis abrange empresa de diversos setores de atuação, como informática, vestuário, marcenaria, entre outros. O projeto começou como uma Incubadora de Empresas, que tem sua origem na Europa e nos Estados Unidos na década de 50. Há hoje cerca de 3000 incubadoras de empresas espalhadas pelo mundo, sendo que 800 delas estão instaladas nos Estados Unidos. No Brasil, as incubadoras começaram a ser criadas em meados da década de 80, alcançando um crescimento substancial nos últimos anos da década de 90.

“A gente tem aqui uma estrutura física, ele paga uma quantia ínfima para ajudar na manutenção do prédio onde ele vai ficar, então praticamente não existe aluguel, coisa que ele teria que pagar se tivesse no mercado. A parte mais importante de tudo é a assistência que ele vai ter, então a gente dá treinamento, consultoria, a gente bate muito na questão de gestão, que é uma coisa importante, pois as pessoas as vezes abrem a empresa e começam no ilegal e não sabem analisar o que está acontecendo. Quando vão ver antes de fazer dois anos tem que fechar porque já está com dividas”, explicou a gerente do Sebrae – RJ, Jaqueline Baptista.

O estabelecimento das empresas dentro do projeto proporciona que a taxa de mortalidade desses empreendimentos seja minimizada. Este acolhimento ao empreendedor facilita a geração de emprego, renda, e estimula, a partir da demonstração do sucesso de suas empresas, uma atividade empreendedora dentro da própria comunidade. Jorge Esteves está tendo toda a assistência para sua empresa para produzir produtos inovadores para o mercado: “Tenho uma estante multifuncional que é patenteada, o modelo de utilidade, a marca e parte industrial e fabrico agora também divisórias de ambientes que tem a vantagem que ela já vem acabada de um lado e do outro”.

O Net é um ambiente que estimula a criação e protege o desenvolvimento de novas empresas, abrigando estes negócios por um período de tempo limitado e se destaca pelos bons resultados de pesquisas em produtos e serviços. Com isso, fortalece a atividade econômica local.

“Muitas pessoas acham que precisa ter perfil para empreender para montar seu negócio, não precisa ter perfil, isso não existe, o perfil se constrói. O empreendedorismo é um processo, não é uma característica, então a gente consegue, através das pessoas que tem uma boa idéia, transformar em um plano de negócios e ela ter sucesso com aquilo, ter lucratividade com o seu negócio”, explicou o gestor do projeto Flávio Gueiros. Ele afirmou ainda que não há restrição para qualquer pessoa que tenha uma boa idéia: “É uma diferenciação que o mercado pede, a inovação tecnológica, a diferenciação competitiva, as estratégias que ainda não estão no mercado. Se fosse assim, o Facebook não entrava porque o Orkut dominava o mercado”.

Quem se interessar em fazer parte do Net, pode pedir outras informações pelos telefones 2743-6696 e 2743-6697.

Fonte: Jornal O Diário - Marcus Wagner - foto: Rodrigo Ribeiro

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Empreendedorismo e a Teoria econômica


A figura do empreendedor muitas vezes é associada à figura de uma pessoa dinâmica, que tem sempre novas idéias e não tem medo de arriscar. O senso comum a respeito do empreendedor vai de encontro ao que é observado por algumas teorias sobre o papel do empresário na economia.

São muitas as visões possíveis sobre o papel do empresário na economia. Nas ciências econômicas, a reflexão sobre o papel do empresário vem mudando. Isto porque a própria organização das empresas e o papel destas no crescimento econômico está mudando. A visão tradicional do empresário nas ciências econômicas é a de um indivíduo racional, que observa os sinais de mercado e toma decisões baseadas nestes sinais, de forma a maximizar seus lucros. Nessa visão, o empreendedor é um gestor de recursos, tanto físicos – equipamentos e capital financeiro – quanto humanos – pessoal – e busca alocá-los da forma mais eficiente possível. A visão do empreendedor como gestor de recursos predominou na época em que as grandes empresas absorviam a maior parte do emprego industrial e eram voltadas para a produção em massa. Nessa época, denominada por muitos autores de fordismo, o crescimento das empresas era determinado por sua capacidade de reduzir custos por meio de economias de escala, e de encontrar sempre novos clientes que garantissem a demanda por seus produtos padronizados.

As empresas fordistas, adotando uma estratégia de redução de custos, garantiram a colocação dos seus produtos, primeiro nos mercados dos países desenvolvidos, depois nos mercados dos países em desenvolvimento. À medida que estes mercados foram se esgotando, aumentou a demanda por produtos diferenciados, o que estimulou as grandes empresas a adotarem estratégias de diferenciação de produtos, por meio de adoção e desenvolvimento de inovações tecnológicas, e de terceirização e subcontratação de atividades. Estas estratégias abriram espaço para que empresas menores, especializadas em determinados produtos pudessem competir com as grandes. Assim, observa-se no declínio do fordismo um aumento da importância relativa das empresas pequenas no emprego industrial e uma redução do tempo de vida dos produtos no mercado.

Assim, hoje em dia, o cenário com o qual o empresário se defronta é diferente do cenário com o qual ele se defrontava na época do fordismo. O empresário precisa estar sempre buscando inovações e ficar atento às mudanças nos gostos dos consumidores que criem oportunidades de novos negócios. Nesse cenário, ele não pode mais ser um mero gestor de recursos. As teorias mais recentes das ciências econômicas valorizam, assim, outras características do empresário empreendedor a partir de um questionamento das idéias da teoria tradicional.

Em primeiro lugar, a idéia de observação de sinais de mercado, colocada pela teoria tradicional, vem sendo questionada. Esta idéia pressupõe que todos os empresários têm acesso ao mesmo tipo de informação e que a informação circula livremente na economia. Não é o que se verifica na prática: de fato, informação é um bem que tem valor, e as empresas de maior poder econômico vão ter acesso a mais informações do que as empresas pequenas. Apesar de, hoje em dia, o acesso a informações das empresas pequenas ter melhorado com recursos, como a internet, existem, ainda, vantagens associadas ao tamanho na obtenção de informações, principalmente informações especializadas que são importantes para o planejamento dos negócios. As empresas maiores podem inclusive se beneficiar do seu melhor acesso às informações para obter novas oportunidades de negócios.

Em segundo lugar, a idéia de racionalidade econômica vem sendo qualificada. Estudos recentes sobre estratégias competitivas das empresas evidenciaram que muitas vezes as metas perseguidas pela empresa não são as metas tradicionais de maximização de lucros e redução de custos. Estas estratégias podem ser definidas tendo como objetivo a penetração em novos mercados, o aumento da parcela de mercado de empresa ou mesmo a satisfação pessoal dos gerentes das empresas.

Assim, o empresário empreendedor, na visão das teorias mais recentes, é aquele que busca garantir a sua empresa o acesso a informações especializadas que permitam a ela identificar oportunidades de negócios e acompanhar as mudanças na demanda. Além disso, este empresário será capaz de definir metas que estejam de acordo com as necessidades da empresa, e rever constantemente estas metas, para que esta possa sobreviver no mundo de hoje, que é caracterizado por incerteza e flutuações constantes na demanda.

O empresário empreendedor, na visão das teorias mais recentes, seria, assim, um indivíduo curioso, criativo, aberto, capaz de improvisações, capaz de lidar com incertezas, capaz de selecionar os recursos mais adequados para responder a desafios, e que define a capacidade competitiva da sua empresa por meio de idéias. Estes atributos são fundamentais para a sobrevivência das empresas no mundo de hoje e devem ser sempre lembrados, principalmente pelas pessoas que estão iniciando seu próprio negócio ou iniciaram seu negócio há pouco tempo.

Fonte
LA ROVERE, Renata Lèbre. Empreendedorismo e teoria econômica. [S.l.: s.n.].