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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cliente Tudo! é destaque no O Globo

A descoberta dos olhares é tema do novo livro de Flávia Savary


Flavia Savary (cliente Tudo Marketing Estratégico), comemora mais uma obra no rol de 30 livros infantojuvenis e uma história de sucesso em livros para pequenos leitores.

Hoje a escritora divulga no caderno Serra do Jornal o Globo a sua nova Obra:  Meus Olhos são Teus Olhos. — Apesar de o divórcio ser um tema recorrente da vida moderna, vejo como as crianças sofrem por causa dele. Além do encontro dos dois personagens principais, utilizo símbolos como o olho de dentro e o olho de fora, que são metáforas da imaginação e da visão objetiva do mundo — explica Flavia.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Share of Time, o novo parâmetro de mercado

Tempo das pessoas é hoje a medida necessária para conquistar e manter os clientes

Bruno Mello - MUNDO MARKETING



Rio de Janeiro - Relembre a frase de Francisco Alberto Madia de Souza, um dos pais do marketing no Brasil: "Hoje, a concorrência é ampla, geral e irrestrita por causa da moeda tempo. Vamos ganhar mais dinheiro, mas não teremos mais tempo. Teremos que fazer opções e descartar serviços. Nós já fazemos isso todo ano quando deixamos de usar um serviço e optamos por outro. Hoje, as crianças não esperam mais o Wii ligar. Elas pegam o iPad e saem jogando. Os meus netos fazem isso. As pessoas estão privilegiando tudo que está mais acessível e que poupa tempo".

O tempo se tornou fator chave na decisão por marcas, produtos e serviços porque não temos mais horas livres para comprar nem consumir tanto quanto nas últimas décadas. A vida contemporânea nos obriga a fazer escolhas a cada minuto. Falta tempo para tudo. Família, amigos, trabalho, você. Quantos não sentem a angústia de estarem em falta com os amigos? Quantos não dão mais conta de tudo o que têm para fazer no trabalho? Quantos já ouviram reclamação de familiares de que você não tem mais tempo para eles? Quantos não têm a consciência pesada por estar ausente da família? Quantos não adiam seus planos por não ter tempo para eles?

É uma reflexão cotidiana. Simples até, mas fundamental para enxergarmos que algo está mudando. Veja os índices de alimentação fora do lar. Cresce a cada ano o número de pessoas que fazem refeições na rua não somente porque têm maior poder aquisito, mas principalmente porque não têm mais tempo para cozinhar ou querem aproveitar este tempo para fazer outra coisa. Ter tempo livre e ocioso entrou na categoria aspiracional do Luxo. Poucos têm acesso.

Como ter o tempo das pessoas?

Por isso, devemos pensar em Share of Time antes de Market Share, Share of Wallet, Share of Mind ou Share of Heart. Sem o tempo das pessoas, é impossível conquistar seu coração, sua mente, sua carteira e o mercado. Primeiro, as marcas precisam conquistar a atenção do seu target, o que é cada vez mais difícil neste mundo fragmentado, divergente, digital, em rede, enfim, hipermoderno.

Atenção e interesse caminham juntos para conquistar o tempo do consumidor. Arrumamos tempo quando temos interesse por alguma coisa, não é? Para as marcas, o desafio é, além de ter um produto ou serviço inigualável, prestar serviço. Ajudar a comprar ao invés de vender. Ajudar as pessoas a viverem melhor. Facilitar a vida delas. Diverti-las diante de um mundo cada vez mais angustiante.

Como fazer isso? Com conteúdo para marcas. Criando desde uma Rádio SulAmérica Trânsito, que, no final das contas, ajuda as pessoas a chegarem em casa mais cedo ou não se atrasarem para o trabalho, até aplicativos para celulares inteligentes, passando por inúmeras plataformas e modelos voltando para o entretenimento e prestação de serviço.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Participantes terão banco publicitário gratuito na Rio+20



O objetivo é mobilizar estudantes e profissionais de comunicação e agências de publicidade para a criação de peças que divulguem práticas sustentáveis.

Alana Gandra - AGÊNCIA BRASIL

Rio de Janeiro - As empresas, prefeituras e organizações não governamentais que estarão participando da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio 20, contarão com um banco gratuito de campanhas de sustentabilidade. Esse banco de peças publicitárias será colocado à disposição dos interessados, para utilização gratuita, pela Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abap). A Rio 20 ocorrerá no Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de junho próximo.

Com o objetivo de formar o banco de peças de sustentabilidade, a Abap promoverá, a partir de abril, um concurso voluntário destinado a agências, estudantes e profissionais autônomos do setor.

"A gente está fazendo essa ação, agindo e inspirando, porque nossa intenção é disseminar o conceito da sustentabilidade durante a Rio 20", disse à Agência Brasil o presidente nacional da Abap, Luiz Lara. A ideia, explicou, é mobilizar estudantes e profissionais de comunicação e agências de publicidade nacionais para a criação de peças que divulguem práticas e atitudes sustentáveis.

Até o fim deste mês, deverá estar pronto o site onde poderão ser feitas as inscrições dos voluntários, informou o assessor da Abap nacional, Marcelo Diniz. As inscrições serão encerradas no dia 30 de maio. "A gente pede que as peças voluntárias que serão criadas observem os indicadores de sustentabilidade da propaganda brasileira". Esses indicadores foram lançados no ano passado pela Abap, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Diniz disse que não há como estabelecer metas para o concurso, porque a iniciativa é uma coisa nova. "Nós não temos experiência". Tomando por base, porém, os festivais de propaganda nacionais, que recebem mais de 1.000 inscrições pagas por edição, no caso da Rio 20, cujas inscrições são gratuitas, a expectativa é ter pelo menos 1.000 inscrições de agências. Em relação às cerca de 700 escolas de comunicação existentes no país, Marcelo Diniz estimou que se cada uma enviar seis peças de propaganda para o concurso, já serão 4,2 mil peças.

No dia 11 de junho, a Abap colocará as peças do concurso de sustentabilidade em exposição na casa de eventos Vivo Rio, no Aterro do Flamengo. Elas ficarão à disposição no site da Abap (www.abap.org.br) durante um ano. Nesse período, as ONGs, governos e empresas privadas poderão usar a peça de sua preferência gratuitamente.

O acordo para a promoção da conferência da ONU foi firmado entre a Abap e o Comitê Nacional de Organização da Rio 20. As campanhas e materiais publicitários estão sendo criados de forma voluntária e sem custos.

Luiz Lara anunciou a realização em maio próximo, em São Paulo, do 5º Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação. Cerca de 2 mil profissionais de comunicação de todo o país participarão do encontro. O evento é pioneiro porque reunirá, pela primeira vez, as 35 entidades do Fórum da Indústria da Comunicação para discutir grandes temas da área. O congresso será aberto no dia 28 de maio, com palestra do Prêmio Nobel da Paz de 1984, o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, sobre comunicação, liberdade e paz.

O setor da comunicação já representa 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, lembrou Lara. "É uma indústria de ponta da economia criativa, que gera muitas riquezas, empregos e impostos", acrescentou.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de comunicação brasileiro é formado por 113 mil empresas que empregam 711 mil pessoas. No ano passado, o setor pagou R$ 11,8 bilhões em salários e obrigações.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Planos de Inovação - Parque Nacional


A soma das riquezas produzidas pelo setor de turismo, no ano passado, superou os R$ 1,4 bilhões, sob a ótica da oferta. Serviços de alimentação e transporte aéreo estão entre os segmentos de maior peso na soma. O cálculo foi feito com base no índice de 3,6% de participação do setor na economia brasileira, estimativa definida em estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Secretário executivo do Ministério do Turismo, Valdir Simão, afirmou, ontem (07/03), que políticas de governo e iniciativa privada trabalharão por um crescimento vigoroso do PIB - Produto Interno Bruto turístico nesta década. 

Desta forma, o Projeto de Fomento do Turismo no PARNASO e seu Entorno‏ anda a passos largos. Pois está estabelendo nesta etapa Planos de Inovação Turística para cada participante. Os produtos (permanentes e sazonais) visam oportunizar as atividades inovadoras das empresas, canalizando as características inovadoras das pessoas, assim como os fatores de gestão, processos e tecnológicos que podem influenciar a inovação, para o aumento de produtividade (interna) e de competitividade (externa). As inovações se constituem na melhor forma de aumentar a lucratividade significativamente.

E ainda farão parte de um  grupo de ofertas turísticas de unidades de conservação de proteção integral, e destinam-se à preservação integral de áreas naturais com características de grande relevância sob os aspectos ecológico, beleza cênica, científico, cultural, educativo e recreativo, vedadas as modificações ambientais e a interferência humana direta.

O Projeto de Fomento ao Turismo em Parques Nacionais e Entorno envolve a realização de ações inovadoras para integração, qualificação e ativação dos elos da cadeia produtiva do turismo, tendo como eixo indutor o desenvolvimento e a integração dos Parques Nacionais com os elos da cadeia. O público alvo do projeto inclui todos os atores do turismo do entorno dos Parques Nacionais, sendo relevante o envolvimento de empresários, gestores, guias e condutores, bem como do chefe do Parque e da sua equipe de gestão.

A Iniciativa é resultado da parceria firmada entre Ministério do Turismo, SEBRAE Nacional, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO, Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura – ABETA e os SEBRAE Estaduais.

A Publicidade

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Inovação no Turismo - Parque Nacional

Etapa Petrópolis 

"Toda organização precisa de uma competência essencial: Inovação”  Peter Drucker


Neste processo a Inovação de produto e serviço tem sido o diferencial para o projeto da Cadeia de Valor do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. A inovação é fundamental, pois através dela as organizações tornam-se capazes de gerar riqueza contínua e, assim manterem-se ou tornarem-se competitivas nos seus mercados.

“Contudo, na maioria dos casos, as empresas usam os concorrentes como base de referência para as suas próprias iniciativas de inovação. Com isso, as estratégias competitivas tendem a ser muito parecidas dentro de um mesmo mercado e apenas a empresa que se afasta do grupo competitivo de empresas, consegue cumprir seu papel de aumento de competitividade e conseqüente geração de riqueza.”

Inovação do produto é a introdução no mercado de novos ou significativamente melhorados, produtos ou serviços. Inclui alterações significativas nas suas especificações técnicas, componentes, materiais, software incorporado, interface com o utilizador ou outras características funcionais.

“Uma empresa diferencia-se da concorrência se puder ser singular 
em alguma coisa valiosa para os compradores”  
Michael Porter


“Quando não dispomos de um produto capaz de apresentar vantagem sobre os seus concorrentes pelo menor preço, a  alternativa é apresentar outros tipos de  vantagens, decorrentes de atributos de  qualidade que promovam a diferenciação do produto. É justamente esse o papel mais relevante da inovação nos pequenos negócios.” SEBRAE – Nacional.

“Também é possível inovar através do marketing, da promoção inovadora do produto, buscando mudar hábitos e valores de consumo,  apresentando um produto tradicional de uma forma mais prática e  atraente, mais adequada ao estilo de vida do público-alvo que se quer atingir, ampliando a sensação de satisfação dos desejos e necessidades do consumidor final.” SEBRAE - Nacional

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Turismo - Parque Nacional da Serra dos Órgãos

O Projeto de Fomento ao Turismo em Parques Nacionais e Entorno tem por objetivo o desenvolvimento de ações de integração dos Parques Nacionais com a cadeia produtiva do turismo do entorno dos mesmos, e a qualificação e estruturação desta para o desenvolvimento e fortalecimento da atividade turística nos destinos priorizados.

Desenvolver ações que envolvam conjuntamente a cadeia produtiva do turismo e as Unidades de Conservação, promovendo a cultura da sustentabilidade, estabelecendo ferramentas que auxiliem no planejamento e promoção dos destinos, disponibilizando estudos e informações sobre turismo, adotando referenciais e boas práticas empresariais, além de fortalecer os relacionamentos e geração de negócios no setor é a proposta deste projeto.

A Iniciativa deste projeto é resultado da parceria  firmada entre Ministério do Turismo, SEBRAE Nacional, Instituto Chico Mendes da Biodiversidade - ICMBIO, Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura - ABETA e os SEBRAE Estaduais.

Por se tratar de uma iniciativa inovadora e de desenvolvimento territorial de grande complexidade, cujo resultado final, além de aumentar a competitividade nos destinos visa também fornecer uma base de estudo de casos, com o qual se pretende a replicação futura desta metodologia em outras Unidades de Conservação.

O projeto envolve a realização de ações inovadoras para a integração, a qualificação e a ativação dos elos da cadeia produtiva do turismo, tendo como eixo indutor o desenvolvimento e a integração dos Parques Nacionais com os elos da cadeia. Tanto a integração, quanto a qualificação e a ativação demandam ações de campo com o conjunto de empreendedores da cadeia produtiva do turismo e com gestores públicos responsáveis pelas unidades de conservação.

Neste momento do Projeto a Tudo Marketing Estratégico através de consultoria para o SEBRAE presta o serviço de apoio aos gestores ou proprietários de empresas, para auxiliar nas tomadas de decisões estratégicas, com grande impacto sobre os resultados atuais e futuros. 

A metodologia tem um conteúdo focado em aprimoramento de produto e acesso a mercado, assegurando um forte apelo mercadológico ao projeto, gerando o interesse dos empresários e o seu envolvimento.

Constitui normalmente reflexo da atividade profissional de diagnóstico e formulação de soluções acerca de um assunto ou especialidade. Serão duas semanas de visitas aos estabelecimentos para implantação das inovações e um retorno para avaliação e aprimoramento.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Tirando o atraso da criatividade

Jornal O Globo - 05/02/2012


Com dez anos de espera, governo deve lançar em abril programa de incentivo à indústria criativa, que movimenta R$ 667 bi por ano no país.



Com uma década de atraso, o Brasil resolveu mirar na chamada economia criativa - setor que movimenta mais de US$ 600 bilhões no mundo e se manteve imune às crise financeiras globais - e se prepara para lançar em abril um audacioso programa que pode duplicar os ganhos desse segmento em quatro anos. Se isso acontecer, serão R$ 108 bilhões a mais injetados na economia do país no período, graças ao aumento da produção e da exportação de bens e serviços criativos. 

O programa Brasil Criativo está em gestação no Ministério da Cultura. Já foi mostrado à presidente Dilma Rousseff e está sendo tocado em parceria com a Casa Civil. O Planalto deve bater o martelo sobre as medidas, que envolvem pelo menos dez ministérios, em meados de março. Ao GLOBO, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, explica que a ideia é aumentar o quinhão do setor na economia dos atuais 2,85% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) para pelo menos 5,7% até 2015. As primeiras discussões começaram na gestão de Gilberto Gil. A despeito dos rumores de que poderia deixar o ministério, ela espera tocar o programa até o fim do governo: - Não é um projeto para seis meses ou um ano, é de médio prazo. 

Sobre a mesa estão a eliminação de leis caducas, desoneração de tributos, mudanças no marco legal e formalização de profissionais dos diversos ramos da cultura - do design ao artesanato, passando por games, cinema, novelas e música -, além da criação de linhas de crédito e da discussão sobre propriedade intelectual. Também está em análise o reconhecimento de novas profissões, para permitir acesso a financiamento, Previdência e emissão de notas fiscais. O próprio governo admite que há poucas estatísticas sobre a economia criativa, e boa parte do mercado é informal. Segundo Luiz Barreto, presidente do Sebrae Nacional, que ajuda o governo a mapear o setor, 90% dos empreendedores são de micro e pequeno porte. 

Um estudo da Firjan mostra que toda a cadeia da indústria criativa no país - do espetáculo de dança ao iluminador, passando por figurinistas e barraquinha de cachorro-quente - movimenta R$ 667 bilhões por ano. São Paulo está à frente, com R$ 253,5 bilhões, seguido por Rio e Minas Gerais, com R$ 76,3 bilhões e R$ 59,8 bilhões, respectivamente. "Indústria do futuro", segundo produtora Segundo o Relatório da Economia Criativa 2010 da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil exportou US$ 6,3 bilhões em serviços e US$ 1,22 bilhão em bens criativos em 2008. 

A China vendeu US$ 84 bilhões em bens e US$ 2,6 bilhões em serviços criativos. Estados Unidos e Alemanha vêm em seguida, com mais de US$ 35 bilhões cada. - O Brasil ainda pode se tornar uma potência criativa. Deve aproveitar seu grande momento, com os eventos esportivos nos próximos anos, para se vender melhor para o mundo - disse ao GLOBO a chefe do Programa de Economia Criativa da Unctad, Edna dos Santos-Duisenberg. Para ela, a economia criativa é uma opção viável para crescer e ajudar os emergentes a driblarem crises globais, reduzindo a dependência das commodities. Segundo Edna, enquanto as transações comerciais caíram 12% em 2008 por causa da crise, as operações com bens e serviços criativos cresceram 14%: - Este é um setor que vai continuar crescendo, porque reflete o estilo de vida da sociedade contemporânea, em que se consome cada vez mais cultura, entretenimento, lazer e turismo. 

Os países ricos , que começaram a adotar programas semelhantes há uma década, detêm 90% do mercado mundial de audiovisual e música, 80% do mercado editorial e imprensa e 75% do de artes visuais. O programa do governo quer usar a cultura como alavanca para o crescimento, a geração e distribuição de renda e a inclusão social. - Conheço muita gente boa que passa a vida esperando um convite ou um edital para trabalhar. Muita gente está informal nesse mercado. Falta informação. Estamos fazendo um grande mapeamento de todos os elos da cadeia. Acho que dá para, no mínimo, dobrar a participação do setor no PIB - disse a ministra, que reconhece o atraso do Brasil nessa corrida. - Estamos estudando os entraves. 

A indústria brasileira da moda já anda bem, mas tem enfrentado, por exemplo, a concorrência da China. Outro caso: estamos comprando fantasias de carnaval da China... Dono da Icon Games, José Lucio Gama fez o seu primeiro jogo em 2003, após um curso na PUC-Rio. Desde então, tem exportado boa parte do que faz para o exterior por meios próprios e garante que o faturamento está na casa dos milhões de reais. Muitos dos seus games voltam para o país pelas distribuidoras estrangeiras, e os usuários locais sequer se dão conta de que são made in Brazil. - É um mercado de US$ 2 bilhões no Brasil. As pessoas não sabem que muitos games são produzidos aqui dentro. Não temos bons canais de distribuição, como lá fora. Faltam profissionais treinados para essa área - disse Gama. Autor do game "Detetive Carioca", que tem por cenário pontos turísticos do Rio e casos como o roubo de um enredo de escola de samba, ele aposta no crescimento explosivo desse setor, graças à expansão do número de smartphones e tablets. 

Para Walkiria Barbosa, dona da Total Filmes e organizadora do Festival de Cinema do Rio, o maior da América Latina, os tomadores de decisão, seja na iniciativa privada ou no governo, ainda desconhecem o potencial do negócio criativo. - É a grande indústria do futuro. Nos Estados Unidos, é a maior indústria de exportação. O segmento audiovisual só existe se for analisado como indústria. Tem que produzir em escala, o que requer investimento alto de capital e infraestrutura sofisticada - disse Walkiria. - O Brasil está engatinhando nesse sentido. 

Para importar equipamento para um filme 3D, paga-se um imposto altíssimo. O audiovisual é tributado três vezes, na bilheteria, na distribuição e na produção dos filmes. Segundo ela, o setor não precisa de caridade, mas de políticas eficientes: - O que os filmes "Rio" e "Crepúsculo" fizeram pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil não tem preço. Isso é conteúdo audiovisual. O produtor de eventos musicais Luis Oscar Niemeyer, que recentemente trouxe Paul McCartney ao Brasil, comemora a iniciativa do governo. Para ele, capacitação e infraestrutura são básicos.

Medidas em estudo pelo governo:

• Desoneração tributária de insumos para a indústria criativa;
• Linhas de crédito específicas para as atividades criativas:
• Treinamento e qualificação profissional
• Revisão da classificação de profissões para garantir a todos os empreendedores e artistas acesso a empréstimos, formalização e previdência;
• Formalização dos micro e pequenos empreendedores;
• Mudanças no marco legal para torná-lo mais eficiente e estimular o setor;
• Instalação do Criativa Birô para captar informações sobre a economia criativa nas principais cidades do país;
• Análise da legislação trabalhista à luz das especificidades da indústria criativa, tais como as novas profissões, a sazonalidade do setor e a diversidade da cultura brasileira;
• Simplificação da legislação;
• Fornecimento de informações jurídicas, de gestão e administração de negócios;
• Adequação das regras do Supersimples para facilitar a formalização dos empreendedores;
• Foco nos empreendedores e empresas de menor porte.

Fonte: FIRJAN

Fonte: Agência O GLOBO - Vivian Oswald

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012